Mapa Conceitual (MC) é uma metodologia desenvolvida por NOVAK. Define-se como uma estrutura gráfica para representar o conhecimento, um diagrama formado por representações intelectuais de uma pessoa, ou seja, essa pessoa externaliza seu conhecimento, seja computacionalmente por um software ou em uma folha de papel. A metodologia é para facilitar que um indivíduo consiga representar seus conhecimentos sobre um determinado tema, de uma forma que ele consiga entender e que faça sentido no tema abordado. O intuito é juntar conhecimentos já intrínsecos do ser com novos conteúdos que estão sendo buscados, integrando-os numa estrutura propicia para retenção do aprendizado. Não só representação de conhecimento mas, também, absorção do mesmo, visto que os mapas conceituais são compartilhados no intuito expressar esse conhecimento para outras pessoas que buscam por isso. Esse fator de absorção advindo de um MC está diretamente ligado com o fator de aprendizagem, pois o MC serve como uma espécie de molde ou suporte para ajudar a organizar e estruturar o conhecimento (NOVAK, CANÃS, 2008).

Explicando o que é um Mapa Conceitual – Imagem obtida em: http://www.antigomoodle.ufba.br/mod/book/view.php?id=74558

Geralmente o tema central é colocado no topo do mapa e esse tema vai sendo desenvolvido seguindo uma hierarquia lógica, unindo as palavras utilizadas como representação desse tema. Os MCs são constituídos de conceitos, geralmente dentro de retângulos. Para ligar dois conceitos usa-se linhas entre os retângulos. A essas linhas são vinculadas palavras de ligação para evidenciar o porquê do relacionamento, formando proposições que mostram o significado do vínculo. Pegando como exemplo o mapa da Figura 1, temos: “caixas” é um conceito; “ficam em” é a palavra de ligação que relaciona “conceitos” e “caixas”; “conceitos ficam em caixas” representa a proposição.

A construção de MCs pode ter diversas finalidades distintas. Podem ser usados tanto na análise e organização de conteúdo, como no ensino e na avaliação da aprendizagem (MOREIRA, 1986). Se tratando de conhecimento, é útil em praticamente todos os setores imagináveis, desde um diretor de teatro modelando sua peça em MCs, na construção de um projeto para casa ou na representação de um algoritmo de computação. Obviamente que poder ser usado em inúmeras situações não significa que sempre será a melhor abordagem ou nem mesmo ser recomendável para empreendimentos específicos. Um dos usos dos mapas conceituais que está crescendo rapidamente é o da captura do conhecimento tácito dos especialistas. Nonaka e Takeuchi (1995) enfatizam como é importante para uma empresa apreender e usar o conhecimento tácito de seus especialistas se ela quiser se tornar “uma companhia que gera conhecimento”.

Como instrumentos didáticos, os MCs podem ser usados para mostrar as relações hierárquicas entre os conteúdos que estão sendo ensinados em uma aula, uma unidade de estudo ou um curso inteiro. Eles explicitam relações de subordinação e superordenação que possivelmente afetarão a aprendizagem. São representações concisas das estruturas conceituais que estão sendo ensinadas e, como tal, provavelmente facilitarão aprendizagem dessas estruturas (MOREIRA 1986).

Como instrumento de avaliação, os MCs podem ser utilizados para detectar o que o aluno já sabe – o que é absolutamente relevante de acordo com a teoria da aprendizagem significativa de Ausubel, que descreve que o aprendiz é capaz de receber novas informações e racionalizar, assimilando com o que ele já conhecia – pois permitem uma visualização de conceitos e relações hierárquicas entre eles. Logo, são bastante úteis para investigar mudanças na estrutura cognitiva dos alunos durante a instrução.

É importante frisar que não existe um MC certo ou errado, o que se pode avaliar é todo o contexto, se os conceitos empregados possuem de fato ligação com o tema proposto. Dois mapas distintos podem retratar de forma correta o conhecimento sobre o mesmo domínio. A construção do mapa é fortemente associada a questões pessoais de visão do leitor sobre o tema abordado (PÉREZ, VIERA, 2005).

Bibliografia

  • NOVAK, J. D.; CAÑAS, A. J. The Theory Underlying Concept Maps and How to
    Construct and Use Them. IHMC CmapTools, p. 1–36, 2008.
  • MOREIRA, M. A.; ROSA, P. Mapas Conceituais. Caderno Brasileiro de Ensino de Física v. 3, n.1, p. 17-25, 1986.
  • PÉREZ, Cláudia C. C; VIEIRA, Renata. Mapas Conceituais: geração e avaliação. III Workshop em Tecnologia da Informação e da Linguagem Humana – TIL, 2005.