Oficinas Tecnológicas 2017

(05/04/2017)

O Programa Oficinas Tecnológicas é parte imprescindível da estratégia de negócios do Eldorado e, ano após ano, tem trazido resultados importantes para o Instituto

Em 2016, as Oficinas Tecnológicas encerraram seu 5º ciclo. Cerca de 130 colaboradores dos três sites participaram da iniciativa. Os temas estudados foram Smart Machines & Computer Vision, Mobile Health, Internet of Everything, Context-Rich Systems e Processamento de Linguagem Natural & Soluções Cognitivas.

Ao longo do ano, cada uma dessas vertentes alcançou importantes resultados. A oficina de Smart Machines & Computer Vision focou em três grandes frentes de aplicações: robô autônomo, aprendizado de máquina para auxílio a diagnósticos médicos (com classificação de imagens por conteúdo) e realidade virtual e aumentada.

Em Mobile Health, a meta foi explorar a capacidade das plataformas móveis por meio de wearables, smartphones e tablets, alinhando o uso de IoT e analytics para suprir necessidades e propor soluções para o mercado de saúde. Já na área de IoT, novas frentes de aplicações e parcerias foram abertas.

Já a oficina Context-Rich Systems entrou em uma fase de prototipagem e aplicação do que foi pesquisado e estudado no ciclo de 2015. Um dos principais objetivos do projeto foi possibilitar que os sistemas computacionais compreendessem o contexto de uma solicitação de usuário e se autoajustassem.

Por fim, a área de Processamento de Linguagem Natural (PLN), Text Mining e Soluções Cognitivas focou em uma subárea da inteligência artificial e da linguística computacional, que utiliza um conjunto de métodos e técnicas para permitir que computadores extraiam significados a partir da linguagem natural humana.

 

Chamada Oficinas tecnológicas 2017

Em 2017, seis novos temas foram selecionados para estudo. São eles:

Affective Computing e Brain – Computer Interfaces: Visa acompanhar e “sentir” o estado emocional dos usuários, por meio de sensores, microfones, câmeras e até mesmo algoritmos, e responder a esses estados oferecendo serviços e/ou funcionalidades personalizadas, como um questionário direcionado com base no perfil de estudantes, sugestões de atividades físicas direcionadas, de acordo com o perfil de quem pratica, recomendações especializadas de compras de produtos, desafios personalizados em jogos, entre outros. Sugestões de ações são oferecidas de acordo com os sentimentos, humor e nível de stress dos usuários. O uso de Analytics e técnicas de análise de dados são fundamentais nessa oficina, uma vez que ela envolve uma extensa base de dados.

– Aplicações de Blockchain: A tecnologia de blockchain é um banco de dados distribuído que mantém uma lista de registros ordenados que crescem continuamente. Os blocks são propositadamente construídos para serem resistentes à mudança de dados que contêm. Além disso, são projetados para serem, teoricamente, invioláveis e conseguirem lidar explicitamente com problemas de segurança gerados pela comunicação digital, isso é, pelo envio de mensagens ou requisições conflitantes sem a possibilidade de um consenso entre computadores ou módulos de software em rede. A principal e mais conhecida aplicação dessa tecnologia é a sua utilização para o processamento da moeda digital conhecida como Bitcoin.

Data ScienceEsta Oficina visa estudar técnicas de processamento de dados para extrair conhecimento relevante de tais bases. Dentre as principais aplicações estão a análise do comportamento de consumidores digitais, otimização de processos produtivos e também o melhor aproveitamento de recursos, como máquinas, espaços físicos e matérias-primas. Para tanto, técnicas de aprendizado de máquina, clusterização e estatística aplicada figuram entre as mais utilizadas.

Computer Vision: Trata de todo o processamento envolvido na manipulação de dados visuais, ou seja, imagens e vídeos. Sua aplicabilidade se dá em mercados como carros autônomos, sistemas inteligentes de vigilância, automação de tomadas de decisão, uso de drones para captura e processamento de imagens, e realidade virtual e aumentada. Neste ano, os esforços serão focados em realidade virtual e aumentada, Deep Learning em imagens e vídeos, e robótica.

Lab-On-Chip: Tem como objetivos a capacitação em tecnologias de microfabricação e projetos de dispositivos microfluídicos (Engenharia de Dispositivos Miniaturizados), a criação de provas de conceito que contenham operações unitárias típicas em dispositivos de diagnóstico e a prototipagem de sistemas de controle e interação com os dispositivos, a fim de reduzir riscos de integração.

Mobile Health: Busca utilizar a experiência e parcerias adquiridas na Oficina em 2016 para ampliar o conhecimento tecnológico e técnico da área de saúde. O objetivo é evoluir as iniciativas e aplicar os conhecimentos por meio do desenvolvimento de novos cases com aderência aos conceitos que ainda serão pesquisados e que possuem potencial para se tornarem produtos do Eldorado.

“Atualmente, inúmeros projetos envolvem capacidades oriundas das Oficinas e, neste ano, estamos buscando aderência e aplicabilidade em novas áreas estratégicas para o Eldorado, entre as quais agronegócio, Healthcare, Gas&Oil, Mineração e Indústria 4.0”, finaliza Patrícia Moleta, Analista de Projetos no Eldorado e Coordenadora do Programa.

Sobre as Oficinas Tecnológicas

O Instituto elege entre cinco e oito temas tecnológicos para compor o conjunto de Oficinas. Cada uma delas tem a mesma estrutura de um projeto de P&D que o Instituto conduz com seus parceiros, com um plano de execução, cronograma de atividades, orçamento, gestão dos recursos humanos envolvidos, eventos de capacitação, parcerias externas, metas, relatórios, pontos de demonstração e, dependendo do caso, análise de viabilidade técnico-econômica, análise de Business Case e plano de comercialização.

As oficinas envolvem, aproximadamente, 20% da base de colaboradores por ano. O trabalho envolve as três unidades – Campinas, Brasília e Porto Alegre, o que também contribui para a integração dos diferentes sites. Cada pessoa trabalha em torno de 4 horas por semana no projeto, ou seja, 10% da alocação semanal, o que totaliza, em média, 16 horas por mês. Quando o tema abordado é mais complexo e extenso existe, também, a possibilidade de alocações formais, com dedicação exclusiva aos estudos nas tecnologias dos projetos.