Construção de Carro Elétrico

Carro Elétrico desenvolvido com apoio do Eldorado é campeão Internacional

A equipe UNICAMP E-Racing, composta por alunos dos cursos de graduação e pós-graduação das engenharias da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e que recebeu apoio de patrocínio e de desenvolvimento do Eldorado no desenvolvimento de um carro elétrico, foi campeã na competição FORMULA SAE ELECTRIC para estudantes de engenharia. A equipe era a única representante brasileira e competiu com diversas universidades norte-americanas, canadenses e europeias. Além disso, a equipe conseguiu a maior pontuação da história da competição, alcançando 985 em 1000 pontos máximos.

Realizada desde 1979 A Fórmula SAE é uma competição tradicional organizada pela Society for Automotive Engeneers e reúne estudantes de engenharia do mundo todo. José Eduardo Bertuzzo, gerente de Hardware do Eldorado, que apoiou o projeto desde o início destaca a importância do feito. “Tem uma lição muito importante nesta conquista maravilhosa da equipe UNICAMP E-Racing. Estudantes de engenharia mecânica e elétrica bem formados, com a infraestrutura adequada e com acesso aos componentes e materiais disponíveis a todas equipes, construíram um carro de tração elétrica que deixou para trás os equivalentes das grandes universidades americanas. Parabéns a todos os membros da equipe UNICAMP E-Racing!”, declarou.

O Eldorado decidiu patrocinar o projeto por suas características inovadoras. “O projeto tinha um apelo muito grande, por se tratar de um carro elétrico – algo inovador e de futuro”, afirma o engenheiro eletrônico Jean Marcos Andery Baracat, que coordena o projeto por parte do Eldorado.

A equipe da Unicamp solicitou apoio financeiro para adquirir a alma do carro, ou seja, o motor elétrico, os controladores (que possibilitam a aceleração e desaceleração do veículo), as baterias e outras peças que teriam de ser importadas. Além da ajuda financeira, os pesquisadores do Eldorado deram suporte técnico na parte elétrica do desenvolvimento do carro. “Como a maioria dos estudantes que participam do projeto é do curso de Engenharia Mecânica, eles não dominam plenamente os sistemas do veículo baseados na eletricidade. Daí a importância do suporte do Eldorado”, conta Baracat. Para fabricar algumas peças mecânicas, o Eldorado também viabilizou uma parceria com a Tecnometal, que agora está apoiando o projeto.

Voando baixo ao sucesso

A parceria começou desde 2012 com o Eldorado e a equipe Unicamp E-Racing. Desde a sua criação os resultados do protótipo E-2012, carinhosamente apelidado de “Fórmula”, nome que não veio por acaso. O carro elétrico da Unicamp “voa baixo”. Consegue acelerar de zero a 100 km/h em apenas quatro segundos. Comparado com a Ferrari Enzo, um dos clássicos mais velozes da escuderia italiana, o “Fórmula” perde por apenas 0,3 segundos.

O “Fórmula” vem se destacando desde a sua criação, obtendo vitória na competição organizada pela Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade do Brasil (SAE Brasil). Além disso, o protótipo concorreu também ao prêmio Prêmio REI – Reconhecimento à Excelência e Inovação promovido pela publicação Automotive Business.

Características do “Fórmula”

O carro possui  o motor fluxo axial – a última tecnologia em motores elétricos no mundo, desenvolvido pela Oxford Yasa Motors, uma empresa que nasceu na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Sua estrutura é feita de Aço AISI 1020 e a carroceria de fibra de vidro, tendo um peso total de 227 kg e seu comprimento é de 2,8 metros. O carro possui dois destaques o primeiro com relação a sua potência

“Se comparado com um carro convencional 1.0, o motor é quase dez vezes mais leve e fornece 50% mais potência”, explica o engenheiro Jean Marcus Baracat, que dá suporte ao projeto por parte do Eldorado. Outro ponto de destaque é o alto nível de estabilidade nas curvas. “Encontramos uma forma de posicionar as baterias bem próximas ao chão”, explica Diego Bravo, aluno do último ano de Engenharia Mecânica e um dos líderes da equipe. “Por causa disso o centro de gravidade do carro ficou bem embaixo e por isso conseguimos ter mais estabilidade nas curvas”, diz.