A velocidade das mudanças que acontecem no mundo atual, seja no campo da tecnologia ou do comportamento humano, apontam para o surgimento de uma nova economia, um novo mundo no qual o jeito de fazer negócios, formar talentos, compartilhar valores e exercer liderança serão muito distintos do modelo atual. Um exemplo disso é que, a cada dia que passa, os consumidores estão mais exigentes, interagindo com as marcas, estudando a forma de produzir das empresas, optando pelo consumo compartilhado (coworking, coliving etc.), dentre outras tendências.

As instituições de ensino têm papel fundamental na formação e no fornecimento de competências para esse cenário. Se o mundo está em transformação, a sala de aula não poderia ser diferente. O modelo de ensino voltado para uma economia “antiga” está sendo deixado de lado e já não agrada a maioria dos estudantes, que buscam uma maneira de entrar no ecossistema empreendedor para suprir as suas necessidades e os seus sonhos.

Esses estudantes buscam, por padrão, desenvolver suas competências empreendedoras em primeiro lugar, independentemente de curso e de nível:

  • Entendem como a tecnologia influencia no processo de empreendedorismo;
  • Almejam cada vez mais espaço no ecossistema com seus novos olhares para os negócios, velocidade e vontade de arriscar;
  • Enxergam que os desafios para empreender existem e que correr riscos não é apenas necessário, mas também faz parte do processo de ter um negócio.

Assim, as instituições de ensino devem estimular e proporcionar aos seus estudantes uma base para entrada no ecossistema. Suas tarefas incluem potencializar a formação de profissionais, orientar e incentivar a postura empreendedora tanto dos docentes quanto dos alunos, fomentar a criação de uma comunidade acadêmica empreendedora, apoiar a criação e a modelagem de ideias empreendedoras, incubar, validar e premiar os melhores projetos empreendedores.

A criação de ações específicas de incentivo é imprescindível:

  • Disciplinas de empreendedorismo;
  • Plataformas de educação empreendedora;
  • Programas especiais para alunos e ex-alunos;
  • Fundos para investimento em ideias e protótipos;
  • Promoção de mais interação com a inciativa privada;
  • Parceria com a comunidade;
  • Programas de mentoria personalizados.

O compartilhamento de conhecimento e de experiências é essencial dentro do ecossistema empreendedor. Esse trabalho envolve diversos atores, incluindo estudantes, professores, empreendedores, investidores, órgãos públicos e privados. As instituições de ensino precisam interligar todos esses atores e suas iniciativas, visando oportunidades de negócio empreendedoras, colaboração entre as partes e aprimoramento de competências.

Eventos multidisciplinares como hackathons, workshops, painéis e palestras também são muito bem vistos para esse cenário, fazendo com que a tecnologia se torne familiar para todos os envolvidos e impulsione a inovação, garantindo a vitalidade do ecossistema.

As instituições de ensino são a base do conhecimento em qualquer lugar do mundo e devem desempenhar esse papel na formação plena de seus alunos para o desenvolvimento de uma sociedade mais empreendedora.